BRASIL É RECORDE DE FEMINICÍDIOS
8 de Março é dia de luta das mulheres, é dia de lutar por igualdade de gênero, de reconhecimento da mulher trabalhadora, em particular. E para isso é essencial conscientizar todas a mulheres sobre a brutalidade do patriarcado, que existe há mais de 2 mil anos para oprimir e explorar as mulheres, o domínio do homem sob a falsa ideia de que a mulher é inferior, que não pode estudar, trabalhar nem decidir sobre sua própria vida e sobre seu próprio corpo. Explicar que o sistema capitalista fez desse machismo uma coisa normal, estrutural, institucional e, no caso das mulheres negras exerce uma dupla opressão, só pela cor da pele. É bom também falar com os homens trabalhadores, de que eles podem ajudar muito, mas tem que apreender e se reeducar.
O aumento astronômico do feminicídio e da violência contra as mulheres avança cada ano. O Brasil fechou 2025 com o maior número de feminicídios em 10 anos, totalizando 1.518 vítimas (média de 4 a 5 mulheres mortas por dia). 65% ocorre dentro da residência das vítimas, e em 70% dos casos o agressor é o parceiro ou ex-parceiro. As mulheres negras continuam sendo o alvo principal, representando 64% das mortes por feminicídio no país. Cerca de 59% das mulheres agredidas não denunciam o agressor.
Tem crimes cometidos em locais públicos, como o caso de Tainara, em São Paulo, atropelada e arrastada por um veículo, assassinada por ódio de gênero. Durante o Carnaval de 2026, houve um alerta vermelho sobre casos de violência sexual, levando à criação do "Juizado do Folião" para atendimento imediato. Temos casos de impunidade como o de Eliza Samudio que desapareceu em 2010. Ela reclamava pensão para o filho, por isso foi mantida em cárcere, torturada, morta e seu corpo nunca foi encontrado. O goleiro Bruno foi condenado em 2013 a 22 anos de prisão. Em fevereiro, a “Justiça” do Rio de Janeiro o libertou em condicional, 5 anos antes de cumprir a pena. Bruno, foi contratado pelo Vasco do Acre, que conta com outros 4 jogadores, Brian, Manga, Lekinho e Erick Serpa, presos recentemente por suspeita de estupro coletivo. Os jogadores fizeram uma homenagem aos 5 jogadores. A técnica do time feminino pediu a demissão do clube. Ela merece respeito, é um verdadeiro exemplo!!!
O Tribunal de “Justiça” de Minas foi alvo de protestos por absolver homem de 35 anos, acusado pelo estupro contra uma menina de 12 anos. O tribunal disse que o réu mantinha um "casamento" e possuía um "vínculo afetivo" com a vítima, com a concordância dos pais da criança. O Código Penal Brasileiro, define como crime de estupro de vulnerável a prática de conjunção carnal ou ato libidinoso com menor de 14 anos, com pena de 8 a 15 anos de prisão, independe do consentimento da vítima ou de ela ter mantido relações sexuais anteriormente.
O Conselho Nacional de Justiça determinou a investigação sobre a sentença do Tribunal de Minas Gerais. Porém, o governo Lula/Alckmin não tem uma política séria para reverter o machismo institucional e o patriarcado, as medidas compensatórias são ínfimas em relação à necessidade evidente de prevenção desse flagelo.
Algumas políticas públicas foram conquistadas com muita mobilização, como a lei Maria da Penha, as delegacias da Mulher, a lei do Feminicídio, as Medidas Protetivas, a caraterização da violência psicológica, patrimonial, importunação sexual, botão de pânico e outras. Mas, isso nem sempre se aplica na realidade, sobretudo contra os ricos.
O caso Jeffrey Epstein e o esquema de exploração e escravidão sexual, que refletem que essa epidemia é mundial.
Só com luta será possível frear essa situação. Mas reverter essa epidemia, só será realidade quando acabarmos com o capitalismo e construirmos uma sociedade sem opressão, sem exploração e sem classes sociais.
Chega de violência contra as mulheres! Basta de feminicídios!