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...04/10/2026 - 12:01:54

Categoria: Organização na luta por direitos

A CRISE NO STF E O USO ELEITORAL

A CRISE NO STF E O USO ELEITORAL 

Crises no andar de cima vem acontecendo há meses, mas no meio das eleições presidenciais estou uma crise maior, desta vez no nível mais alto do Judiciário. Acusações de todo tipo tentam explicar quem está menos sujo nessa história. Todos os partidos dizem não estar envolvidos no escândalo do Banco Master, querem tirar uma lasca para angariar votos nestas eleições. Pelo visto, boa parte dos políticos e autoridades, de diversas cores partidárias, recebeu algum pix do Vorcaro.

Não se trata apenas de alguns juízes, governantes ou empresários. O sistema capitalista é corrupto, explorador e incapaz de dar emprego, alimentação, saúde, educação ou lazer à maioria da população. A farra é deles: dos banqueiros, dos ricos e poderosos, dos que compartilham o bolo; e só deixam cair migalhas na mesa da classe trabalhadora.

A Extrema Direita e a Frente Ampla, que disputam os espaços de poder e as instituições do Estado capitalista, estão mergulhadas no lodaçal do Banco Master, do INSS, de tantos outros escândalos. O Congresso Nacional, por sua vez, passa por décadas de privilégios, emendas secretas, tráfico de influências, compra de votos, corrupção. Converteram o Parlamento em um balcão de negócios, onde a maioria absoluta participa dessa espécie de leilão de cargos e benesses. Como diz o povo: “eles não perdem nada, só perderam a vergonha”.

A extrema direita bolsonarista busca explorar essa crise com fogos de artificio para alterar a correlação de forças e beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro, para superar o “empate técnico”. Mas os eleitores não nasceram ontem, o governo Bolsonaro deixou mais de 700 mil pessoas morrerem, porque “ELE NÃO” gostava de vacina. Atacou as mulheres, as pessoas negras, retirou direitos da classe trabalhadora; por isso perdeu as eleições de 2022 e ainda tentou dar um golpe de Estado. A cadeia é o melhor lugar para eles. Agora estão aliados com Trump contra o povo brasileiro, apoiam o tarifaço, e a intervenção política nas leis do país. A crise do STF não dá nenhum direito a Trump nem aos Bolsonaro de virem aqui dizer o que temos que fazer. Ditadura nunca mais!

O governo Lula/Alckmin não enfrentou a extrema direita como devia, deixou a víbora crescer, porque não aplicou o rigor da lei e ainda negociou com partidos desse campo. Não fez quase nada do que o povo esperava: gerar empregos, aumentar os salários, melhorar os serviços públicos. Pior ainda, privatizou, terceirizou, aumentou o endividamento das famílias e contribuiu para a jogatina das bets. Não podemos ser reféns do mal menor, mas na falta de um partido que represente verdadeiramente à classe trabalhadora respeitamos o voto de cada trabalhador e cada trabalhadora da nossa categoria. 

 

A JUSTIÇA NÃO É IGUAL PARA TODOS

O STF cumpriu papel importante em alguns momentos, como na pandemia de Covid19, na tentativa de golpe de Estado e outras, mas hoje está se afundando em uma crise de corrupção. Por outro lado, dá para ver que não é verdade que sejamos “todos iguais perante a lei”, o rico manda e pobre obedece. Um exemplo dessa desigualdade foi o julgamento da greve dos Correios. O TRT reconheceu o direito de greve, porém mandou compensarem os dias parados, caso contrário, serão descontados. Sendo assim, onde está o direito de greve? Na greve da Caixa Econômica o Juiz exigiu que 60% da base entrasse a trabalhar, isso é justiça? 

Interesses partidários inclinam a balança da Justiça para um lado ou para outro. Os privilégios e o uso do poder em benefício próprio. Chega de indicados, apadrinhados, de conchavos e de acordos secretos! Juízes não devem ser empresários nem acionistas de grandes empresas! Defendemos que juízes do STF sejam eleitos (as) pelo voto popular, com cota racial e de gênero, e que possam ser destituídos por plebiscito popular.

 

A SAÍDA DE FUNDO É A LUTA 

As lutas da classe trabalhadora são o único motor para incentivar a verdadeira polarização, dos pobres contra os ricos. Essa luta de trabalhadores (as), da juventude e dos setores populares são essenciais para acabar com tanto descaso com a nossa classe, com tanta exploração e opressão. Greves importantes vêm acontecendo, tais como a da Caixa Econômica Federal por tempo indeterminado na luta por condições de trabalho e salário, que durou 20 dias e a dos Correios 15 dias. Houve greves importantes neste ano, no Banco do Brasil, nos Ferroviários de São Paulo, nos Metroviários de Brasília, nas Universidades, no Serviço Público, em várias Fábricas, Entregadores por aplicativo. Embora não tenham sido unificadas mostram a disposição de luta, o descontentamento geral e as poucas expectativas nas eleições presidenciais.

Por isso, além das eleições, a luta direta aponta a verdadeira solução dos nossos problemas.


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